quarta-feira, 15 de junho de 2011

3 comentários:

  1. Só o Caos quebra um sistema e derruba os que se acham grandiosos.

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  2. Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.

    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.

    E se encorpando em tela, entre todos,
    se erguendo tenda, onde entrem todos,
    se entretendendo para todos, no toldo
    (a manhã) que plana livre de armação.

    A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
    que, tecido, se eleva por si: luz balão.

    João Cabral de Melo Neto...

    Nem só o caos quebra um sistema...melhor quando o sistema é quebrado por outros caminhos

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  3. Olha que legal!

    Bacana relacionar a discução e a tiracom o poema do João Cabral de Melo Neto... ele é um dos poetas que eu admiro; conteúdo e forma em comunhão.

    Admito que quando fiz a tira não penssava nem poema (que é um dos mais belos dele), mas é legal mesmo isso de procurar relações entre mais coisas e textos, é algo que sempre procuro trazer às tiras quando posso (vejam uns dias atrás, tem duas tiras seguidas que fazem referência a uns poetas e poemas).

    Outra coisa bem interessante é ver como duas pessoas chegaram a conclusões distintas sobre a mesma tira. Gosto desta pluralidade de interpretações... faz parte do conteúdo da arte.

    Valeu, Thiago e valeu, seja quem for que tenha postado isso. E a discução sobre caos no sistema está lançada!

    Abraços a todos!

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